Escolher a classe certa no registro de marca no INPI é decisivo para garantir que sua empresa esteja realmente protegida. As classes definem em quais atividades ou produtos sua marca tem exclusividade — errar aqui pode deixar brechas para concorrentes usarem o mesmo nome em áreas próximas às suas.
O que são as classes de marca
O INPI organiza os registros de marca por meio da Classificação Internacional de Produtos e Serviços, conhecida como Classificação de Nice. São 45 classes no total: 34 voltadas a produtos e 11 a serviços.
Cada classe representa um segmento de atividade. Uma marca registrada apenas na classe de "vestuário", por exemplo, não impede automaticamente que outra empresa use o mesmo nome para "serviços de alimentação". Por isso, entender em qual classe seu negócio se encaixa é o primeiro passo antes de qualquer pedido de registro.
Por que a classe errada pode prejudicar sua empresa
Um erro comum é registrar a marca em uma classe genérica ou que não representa de fato a atividade da empresa. Isso pode gerar dois problemas: primeiro, o pedido pode ser negado por não descrever corretamente a atividade; segundo, mesmo se aprovado, a proteção não vai cobrir o que realmente importa para o negócio.
Também existe o lado contrário: registrar em muitas classes desnecessárias aumenta o custo sem benefício real. Cada classe adicional gera uma taxa própria no INPI, então o ideal é mapear com precisão as classes que fazem sentido para a atuação atual — e para os planos de expansão nos próximos anos.
Como identificar a classe ideal para o seu negócio
O primeiro passo é descrever detalhadamente o que sua empresa faz: produtos que fabrica ou vende, serviços que presta, público que atende. Com essa descrição em mãos, é possível consultar a ferramenta de classificação do próprio INPI, que permite buscar por palavras-chave e ver sugestões de classes compatíveis.
Vale lembrar que uma mesma empresa pode precisar de mais de uma classe. Uma confeitaria que vende bolos e também oferece cursos de culinária, por exemplo, pode precisar registrar a marca tanto na classe de alimentos quanto na de serviços educacionais.
Se o negócio ainda está em fase de crescimento, pense também em áreas que você pretende explorar em breve. Registrar já pensando no futuro evita ter que fazer um novo pedido — com novo custo e novo prazo de análise — mais adiante.
Erros comuns na escolha da classe
Alguns erros aparecem com frequência entre empreendedores que tentam fazer o registro sozinhos:
- Escolher a classe pelo nome mais parecido com a atividade, sem checar a especificação completa que o INPI exige.
- Ignorar que produtos e serviços semelhantes podem estar em classes diferentes.
- Registrar em uma única classe muito ampla, achando que isso cobre tudo, quando na prática a proteção é mais específica do que parece.
- Não verificar se já existe marca semelhante registrada na mesma classe, o que pode levar a uma oposição ou até ao cancelamento do pedido.
Vale a pena contar com ajuda especializada
A escolha da classe parece simples à primeira vista, mas envolve entender a lógica de classificação do INPI e analisar como ela se aplica ao seu caso específico. Um pedido malfeito pode custar tempo — os prazos de análise no INPI já são naturalmente longos — e dinheiro, caso seja necessário refazer o processo.
Por isso, muitas empresas preferem contar com quem já tem experiência em identificar a classe certa e conduzir todo o pedido de forma correta desde o início. Isso reduz o risco de exigências, indeferimentos e retrabalho.
Antes de dar entrada no pedido, sempre confirme prazos, taxas e classes atualizadas diretamente no site oficial do INPI, já que esses valores podem mudar ao longo do tempo.

